SomaTotalSomaTotal

Simulador de Consórcio

Calcule parcela, custo efetivo e prazo do seu consórcio — com lance, reajuste anual e seguro opcionais.

Dados do consórcio

R$
%

Soma da taxa cobrada pela administradora durante todo o prazo. Imóveis: 18–25%. Veículos: 14–20%.

%

Reserva do grupo para cobrir inadimplência. Normalmente entre 1% e 3%.

%

Percentual mensal sobre o saldo devedor. Deixe em zero para ignorar.

%

Estimativa do índice anual (INCC para imóveis, IPCA para outros). Aplicado a cada 12 meses.

%

Consórcio: a compra parcelada que parece simples (mas tem detalhes que mudam tudo)

Consórcio é vendido como o jeito "sem juros" de comprar um imóvel ou um carro. E é verdade — não tem juros. Mas tem taxa de administração, fundo de reserva, reajuste anual e, principalmente, um detalhe que pega muita gente: você só pega a carta quando for sorteado ou der um lance que, na prática, antecipa o pagamento. Antes disso, está pagando parcelas de algo que ainda não é seu. Antes de assinar, vale entender o custo real e em que cenário o consórcio realmente ganha do financiamento.

Como o consórcio funciona, sem o jargão

Você entra num grupo. Todo mês, todos pagam uma parcela e duas pessoas, em média, são contempladas — uma por sorteio, outra pelo maior lance. Se a sua carta é de R$ 300 mil em 200 meses, a sua parcela fica em torno de R$ 1.860 (com taxa de adm em 22% e fundo de reserva de 2%). Não tem juros porque você está, na prática, formando uma poupança coletiva — só que com a chance de receber a carta antes do final.

O custo de verdade: taxa de adm, fundo de reserva e reajuste

A taxa de administração é o que a administradora cobra para tocar o grupo — costuma ficar entre 18% e 25% do valor da carta no consórcio de imóvel, e entre 14% e 20% no de veículo. Some o fundo de reserva (1% a 3%) e você já tem o "custo nominal" do consórcio. O detalhe que poucos colocam na conta é o reajuste anual: a carta e o saldo devedor são corrigidos todo ano por um índice (INCC para imóveis, IPCA para os demais). Em períodos de inflação alta, isso pode pesar tanto quanto os juros do financiamento.

Lance: o que ele realmente faz com a sua simulação

O lance é o atalho para sair da fila. No lance livre, você paga um valor extra do bolso e isso abate o saldo do seu próprio consórcio — pode reduzir o prazo (você termina antes) ou reduzir a parcela (alivia o mês a mês). No lance embutido, você usa parte da própria carta como lance: contempla mais rápido, mas recebe menos dinheiro. Não existe lance mágico — o que ele faz é antecipar a contemplação e mexer na sua estrutura de pagamento.

Consórcio ou financiamento: quando cada um faz sentido

No financiamento você sai do banco com a chave na mão e paga juros por isso — o custo total fica bem mais alto, mas o bem é seu desde o primeiro dia. No consórcio você economiza nos juros, mas precisa esperar (a não ser que dê um lance pesado) e ainda assume o risco do reajuste anual. Em geral: consórcio funciona melhor para quem está planejando a compra com tempo, tem fluxo de caixa para um lance e não tem urgência. Financiamento ganha quando você precisa do bem agora ou quando a taxa de juros está mais baixa que a soma de adm + reajuste do consórcio.

Antes de assinar, três contas que valem a pena fazer

Primeiro: simule o custo total da carta com taxa de adm + fundo de reserva + um reajuste anual realista — esse é o número a comparar com o financiamento. Segundo: pense no lance que você consegue dar e veja como ele muda o prazo (a calculadora acima faz isso). Terceiro: cheque se a administradora é autorizada pelo Banco Central — não pule essa etapa, é o que separa um grupo confiável de uma dor de cabeça.

Coloque os números do consórcio que está avaliando na calculadora acima. Em poucos segundos você vê a parcela, o custo efetivo e — se for imóvel — como ele se compara a um financiamento SAC ou PRICE.

Perguntas frequentes sobre consórcio

Consórcio é mais barato que financiamento?
Em "valor de fachada" quase sempre é, porque não tem juros. Mas você precisa somar taxa de administração (18% a 25% no imóvel), fundo de reserva (1% a 3%) e o reajuste anual da carta — que em períodos de inflação alta corrói rápido a economia. Para um financiamento SAC com taxa baixa, a diferença pode ser bem menor do que parece.
O que muda entre lance livre e lance embutido?
No lance livre o dinheiro sai do seu bolso e abate o seu saldo — você pode escolher reduzir o prazo ou a parcela. No embutido, parte da própria carta é usada como lance: você contempla mais rápido, mas recebe menos dinheiro. As parcelas continuam calculadas sobre o valor original da carta.
Quanto tempo demora para ser contemplado?
Sem dar lance, depende de sorte: pode acontecer no primeiro mês ou só no final do grupo. A média é em torno do meio do prazo. Quem quer mais previsibilidade trabalha com lance — geralmente precisa ofertar entre 30% e 50% do valor da carta para ter boa chance.
O que é o reajuste anual da carta?
Todo ano, no aniversário do grupo, a carta de crédito é reajustada por um índice — INCC para imóveis, IPCA para a maioria dos outros bens. O saldo devedor sobe na mesma proporção, e a parcela também. É o equivalente "informal" aos juros: garante que a carta acompanhe a inflação do bem.
Posso usar o FGTS no consórcio de imóvel?
Sim, em algumas situações: para dar lance, complementar a carta na hora da compra ou quitar até 80% do saldo devedor. As regras do FGTS para consórcio são parecidas com as do financiamento e exigem que o imóvel seja residencial e dentro do limite do SFH.
O que acontece se eu desistir do consórcio?
Você não perde tudo, mas leva um desconto pesado. O valor pago volta ao consorciado normalmente só ao fim do grupo, com correção, descontada a multa por desistência (geralmente 10% a 20% do que foi pago) e sem o fundo de reserva. Por isso, vale entender bem antes de entrar.

Artigos relacionados

Outras calculadoras